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  • Bruno Crispim

quando as ideias fugirem: pergunte



O poder das perguntas

Quando decidi escrever um livro eu percebi que não tinha nenhuma história para contar. Sem história, sem livro, não é verdade?

Então, eu passei dois meses só pensando nisso. O resto era o resto. No final desses meses, eu continuava sem história, minha namorada estava chateada com o meu afastamento e as notas na faculdade estavam horríveis.


Sem ter muitas opções, deixei de lado a procura pela solução e analisei com mais cuidado o problema que tinha.


Rapidamente, perguntas começaram a brotar.

  • Que tipo de história eu queria escrever?

  • Qual gênero?

  • Como seria o personagem principal?

  • Quem seria o narrador?

  • Final triste ou feliz?

  • Qual tamanho?

  • Para qual público?


Essas perguntas, entre tantas outras, me guiaram até a primeira ideia que tive. Ela tinha tantos problemas que quinze anos depois eu continuo tentando ajeitá-la. Mas ela abriu a minha fábrica de ideias. Seu papel foi cumprido.


Ela colocou a minha mente para trabalhar e, hoje, eu tenho dezenas de ideias por ano, algumas com potencial para se tornarem romances.


Esse é um dos poderes de boas perguntas.


Hora da verdade: Proponho, agora, um exercício que vai te parecer simples: durante uma semana, anote o maior número de perguntas sobre a sua história, ideia ou sobre o seu futuro como escritor. Estimule o seu cérebro à procurar pela próxima pergunta, não à procurar por respostas.


Antes dessa semana acabar, você terá muitas respostas inconscientes e algumas conscientes. Provavelmente, terá uma nova ideia de história ou novas formas de abordar a mesma ideia.



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