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  • Bruno Crispim

acelerando a evolução na escrita

Atualizado: Mar 10

Ainda que você controle a sua ansiedade e a sua insegurança, ainda que você leia centenas de livros de ficção e todos os livros de teoria literária, você não escreverá bem se não praticar a escrita.

Para praticar, basta escrever.


Escreva um conto, um poema, o capítulo de um romance, um texto de não-ficção, qualquer coisa. A escolha é sua. Mas escreva sempre. Escreva o máximo que você conseguir.


Muitos defendem que escrever todos os dias é o único caminho possível. Sem isso, a sua escrita não vai evoluir e você não vai crescer como escritor. Obviamente, isso não é verdade. Existem outros caminhos. Sempre existe.


Você pode escrever em períodos do mês ou do ano com grande intensidade – nas férias, por exemplo. Eu, quando escrevo ficção, o faço em períodos de um mês completamente dedicados à escrita, com horas de trabalho que variam de 12 às 16 horas diárias.


Existe ainda a opção de dedicar um dia inteiro da semana para escrever. Sábados e domingos são ótimos para isso. Ache o que funciona para você e siga em frente, sem a paranoia de ter que escrever todos os dias.


Ainda assim, há muito valor na prática diária para criar um hábito de escrita sólido.


No entanto, para acelerar o aprendizado e ganhar insights que você não obteria sozinho, você pode recorrer aos exercícios de escrita. Não à toa, eles são uma parte importante do GUIA do Escritor de Ficção – ao ponto de ganharem um Especial próprio deles.


Exercícios, contudo, exigem esforço e poucos são os escritores que efetivamente os fazem.

Por isso, deixo aqui o apelo: entendam os exercícios de escrita como os exercícios de matemática – quando apropriados e bem aplicados, eles acelerarão o seu crescimento como artista. Eles podem te ajudar a entender aspectos da literatura que você desconhecia ou a se desenvolver de formas que você não previa.


Então, seja um caçador de bons exercícios de escrita e dedique um pedaço do seu tempo de escrita para eles. Principalmente, para aqueles mais complexos – onde a preguiça ataca mais forte.





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